segunda-feira, 02/11/2026

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Novas metas climáticas estabelecem redução de 6% nas emissões até 2035, a poucos dias da COP31

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que as recentes metas climáticas propostas por diversos países poderão resultar em uma redução modesta de apenas 6% nas emissões globais de gases de…

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Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) revela que as recentes metas climáticas propostas por diversos países poderão resultar em uma redução modesta de apenas 6% nas emissões globais de gases de efeito estufa até 2035. Este número é alarmantemente inferior ao corte de 60% necessário para conter o aumento da temperatura global a 1,5°C, conforme estipulado no Acordo de Paris.

A análise, divulgada na véspera da COP31 que ocorrerá entre 9 e 20 de novembro em Antália, Turquia, considera 127 novas metas climáticas nacionais apresentadas entre janeiro de 2024 e agosto de 2026. Essas contribuições, conhecidas como NDCs, englobam 154 participantes do Acordo de Paris, que juntos são responsáveis por cerca de 71% das emissões globais de 2019, sem incluir desmatamento e mudanças no uso da terra.

O documento da ONU destaca que, mesmo se esses compromissos forem implementados integralmente, as emissões ainda ficariam em média 6% abaixo dos níveis de 2019. Para evitar os impactos severos das mudanças climáticas, a redução deveria ser significativamente mais profunda, com a meta de 2°C exigindo uma queda de cerca de 37%.

A previsão da ONU é que, caso os novos compromissos sejam respeitados, as emissões globais se estabilizem entre 49,6 bilhões e 55,9 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2035. No entanto, essa redução é insuficiente para evitar que o aquecimento global ultrapasse 1,5°C, com estimativas apontando para um aumento de até 3,2°C até o final do século, caso as tendências atuais persistam.

Além disso, as projeções indicam que o mundo pode esgotar rapidamente o orçamento de carbono disponível para limitar o aquecimento a 1,5°C, com uma emissão prevista de 368 bilhões de toneladas de CO2 entre 2026 e 2035, quase três vezes o limite necessário para cumprir essa meta. A ONU alerta que isso exigiria a remoção de grandes quantidades de CO2 da atmosfera para tentativas de controle do aquecimento.

Apesar das limitações, a ONU reconhece um aumento na ambição das metas climáticas, com 90% dos países analisados considerando as conclusões do balanço global do Acordo de Paris. A transição energética e a modernização das redes elétricas estão entre as prioridades, mas a implementação dessas medidas ainda encontra obstáculos significativos, especialmente em países em desenvolvimento, onde o financiamento adequado é um desafio persistente.

Com a COP31 se aproximando, as negociações devem se concentrar na redução das emissões e na necessidade urgente de financiamento para apoiar as nações mais vulneráveis. O futuro do clima global depende da capacidade dos países em honrar suas promessas e adotar ações concretas para enfrentar a crise que se avizinha.