segunda-feira, 02/11/2026

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Jonathan, o mais velho dos animais terrestres, completa 194 anos e revela sua história curiosa

Jonathan, a tartaruga-gigante mais velha do mundo, com 194 anos de idade, se destaca não apenas pela sua longevidade, mas também por um surpreendente segredo genético que desafia o entendimento sobre o envelhecimento. Este…

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Jonathan, a tartaruga-gigante mais velha do mundo, com 194 anos de idade, se destaca não apenas pela sua longevidade, mas também por um surpreendente segredo genético que desafia o entendimento sobre o envelhecimento. Este exemplar, que viveu durante o tempo de Charles Darwin e sobreviveu a conflitos e pandemias, foi trazido para a ilha de Santa Helena em 1882, onde se tornou um ícone da resiliência da natureza.

Recentemente, uma equipe internacional de cientistas se debruçou sobre o genoma de Jonathan, realizando uma análise meticulosa que revelou a presença de variantes genéticas raras que contribuem para a manutenção da sua saúde celular. Os pesquisadores, provenientes de instituições nos Estados Unidos, Reino Unido, Dinamarca e Alemanha, coletaram amostras de seu DNA por meio de raspagens na bochecha e exames de sangue, utilizando métodos que garantiram o bem-estar do animal.

O estudo, publicado na revista científica Science Advances, não apenas confirmou o que já se suspeitava sobre a longevidade das tartarugas-gigantes-das-Seychelles, mas também destacou 287 variantes genéticas exclusivas que atuam como um escudo contra os efeitos do envelhecimento. Essas variantes têm a capacidade de regular processos vitais, incluindo reparo de DNA, controle da inflamação e supressão do câncer.

A chave para a juventude de Jonathan também reside no seu metiloma — um conjunto de marcas químicas que regulam a ativação ou desativação dos genes. Os cientistas observaram que a estrutura desse metiloma apresenta um nível de “ruído” mínimo em genes essenciais, o que sugere que sua capacidade de reparo celular e produção de energia se manteve estável ao longo das décadas. Esse fenômeno, conhecido como “transcrição genética de alta fidelidade”, confere a Jonathan uma resistência incomum aos efeitos do tempo.

Justin Gerlach, um dos autores do estudo, enfatiza a singularidade da estabilidade genética de Jonathan, que contrasta com a deterioração geralmente observada em organismos mais velhos. Para os pesquisadores, as descobertas sobre o genoma da tartaruga não são apenas uma curiosidade científica, mas uma janela para novas abordagens na medicina e no tratamento do envelhecimento humano. “Nosso objetivo agora é transformar esses insights evolutivos em práticas acessíveis para a população”, afirma Stephen Clark, diretor da Fundação Kallel.