O supertufão Champi, que se formou no Oceano Pacífico, surpreendeu meteorologistas ao atingir ventos sustentados de impressionantes 296 km/h, colocando-o na categoria de furacão 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson. Essa marca foi registrada na última terça-feira, dia 20, quando a pressão atmosférica no centro da tempestade despencou para 895 hPa, um valor que indica a extrema intensidade do fenômeno.
Após sua passagem próxima à ilha de Guam, o Champi mostrou uma rápida e significativa mudança em seu olho, a área de relativa calmaria no centro da tempestade. Inicialmente, o olho do tufão tinha apenas 8 a 10 quilômetros de largura, mas rapidamente se expandiu para cerca de 56 quilômetros, um fenômeno que intrigou os especialistas. O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA reportou que essa alteração é comum em tempestades de alta intensidade, quando ocorre uma reorganização interna.
Embora o tufão tenha começado a perder força nesta quarta-feira, dia 21, sua trajetória continua em direção à região entre Taiwan e o sul do Japão, mantendo ventos intensos que ainda podem causar estragos. Meteorologistas observaram que o Champi passou por um processo de substituição de núcleos, onde uma nova faixa de nuvens se formou e ganhou força, resultando em um aumento no tamanho do olho da tempestade.
A intensidade do Champi é notável não apenas pela velocidade de seus ventos, mas também pela capacidade de um tufão tão forte manter uma estrutura de olho tão grande. Especialistas indicaram que isso pode indicar que o tufão está se aproximando de um limite de força para sistemas com núcleos dessa magnitude, embora essa afirmação não tenha sido oficializada por órgãos meteorológicos como o JTWC ou a Agência Meteorológica do Japão.
A combinação de ventos extremos e a evolução do tufão Champi serve como um lembrete da força da natureza, e a atenção permanece voltada para seu impacto nas áreas que poderá atingir nos próximos dias.



